Item usado de minha coleção particular em estado de conservação detalhado abaixo.
Produto: CD Kansas | King Biscuit Flower Hour Presents (AAD) (1989 Press 1998) /NM (Near Mint) de Época R$120
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Entre 1974 e 1982, a banda Kansas viveu sua fase mais prolífica e influente, consolidando-se como uma das principais representantes do rock progressivo norte-americano. Combinando técnica refinada, lirismo existencial e um toque de rock de arena, o grupo construiu uma discografia marcante e atemporal.
O álbum de estreia, “Kansas” (1974), revelou uma sonoridade ousada, com longas passagens instrumentais, influências clássicas e letras introspectivas. No entanto, foi com os álbuns seguintes — “Song for America” e “Masque” (ambos de 1975) — que a banda começou a encontrar seu equilíbrio entre complexidade musical e acessibilidade melódica.
A virada decisiva aconteceu em 1976, com o lançamento de “Leftoverture”. O disco trazia o clássico “Carry On Wayward Son”, canção que se tornaria um verdadeiro hino do rock setentista. Com riffs marcantes, harmonias vocais e uma estrutura dinâmica, a faixa — e o álbum como um todo — projetou o Kansas para o estrelato.
Em 1977, o grupo lançou “Point of Know Return”, frequentemente citado como o ponto alto da carreira. Nele está “Dust in the Wind”, uma balada acústica que revelou o lado mais introspectivo da banda e se tornou um símbolo de sua versatilidade. A mistura de faixas progressivas e canções diretas mostrou a maturidade artística do Kansas.
A partir de “Monolith” (1979), a banda começou a experimentar novos caminhos, ainda que mantendo sua essência. Os álbuns “Audio-Visions” (1980) e “Vinyl Confessions” (1982) marcaram mudanças significativas: temas mais pessoais e espirituais começaram a aparecer, refletindo transformações internas no grupo, como a saída do vocalista Steve Walsh e a entrada de John Elefante.
Apesar das mudanças, a qualidade técnica permaneceu alta, com destaque para o trabalho de Kerry Livgren nas composições e a solidez instrumental dos integrantes, especialmente nos teclados, violino e guitarras.
Ao longo de sua fase mais criativa, o Kansas não apenas acompanhou as transformações do rock nos anos 70 e início dos 80, como também ajudou a moldá-las.
A banda encontrou seu espaço em meio a um cenário dominado por gigantes britânicos do progressivo, imprimindo uma identidade americana marcada por lirismo, técnica e emoção.
Sua evolução ao longo desses anos reflete não apenas as mudanças internas do grupo, mas também as tensões de uma época em que o rock buscava novos caminhos entre o virtuosismo e a simplicidade.
Revisitar esse período é revisitar um capítulo singular do Rock, em que ambição artística e sensibilidade caminharam lado a lado.